VOLKSWAGEN-VOYAGE TREND
O VOLKSWAGEN-VOYAGE TREND 1.0 2010 representa uma página fundamental no renascimento dos sedãs compactos no mercado brasileiro. Lançado no final de 2008 como modelo 2009 — marcando o retorno do icônico nome “Voyage” após um hiato de 13 anos —, o modelo 2010 consolidou a presença do carro nas garagens do país. Baseado na plataforma do Gol G5, ele chegou para brigar diretamente com Chevrolet Prisma, Fiat Siena e Ford Fiesta Sedan.
A versão Trend era o pacote intermediário mais procurado da época. Ela trazia melhorias estéticas e de acabamento que transformavam o sedã espartano em um carro familiar muito mais atraente e competitivo.
Abaixo, detalhamos cada aspecto técnico, histórico e prático deste modelo com mais de 700 palavras.
1. O Motor 1.0 VHT: O Coração do Sedã
O Voyage 2010 era equipado com o motor 1.0 8V da família EA111, que naquele período recebeu a calibração VHT (Very High Torque). O grande foco da engenharia da Volkswagen foi otimizar a entrega de força em baixas rotações, justamente para compensar o peso maior da carroceria sedã quando comparada à do hatch Gol.
Os dados técnicos de desempenho e força entregavam:
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Potência máxima: 76 cv com etanol e 72 cv com gasolina a 5.250 rpm.
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Torque máximo: 10,6 kgfm com etanol e 9,7 kgfm com gasolina a apenas 3.850 rpm.
O grande trunfo desse motor era a agilidade no trânsito urbano. Como grande parte do torque já estava disponível bem antes das 4.000 rotações, o Voyage Trend 1.0 arrancava com facilidade em semáforos e mantinha um bom ritmo na cidade, sem exigir que o motorista ficasse “esgoelando” o motor.
O câmbio manual de 5 marchas (MQ200) era o mesmo padrão de excelência da marca: engates extremamente curtos, secos, precisos e com uma proximidade de marchas que ajudava a extrair o melhor rendimento do motor mil. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em cerca de 14 segundos, com velocidade máxima na casa dos 168 km/h — números condizentes com a proposta de um sedã 1.0 de entrada daquela época.
2. O Pacote Trend e o Visual Externo
A designação Trend não era exatamente uma versão isolada, mas sim um módulo de opcionais muito completo que adicionava itens valorizados pelo consumidor. Por fora, o Voyage Trend 2010 se diferenciava da versão básica por trazer detalhes que quebravam a sobriedade do carro:
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Calotas exclusivas de 14 polegadas cobrindo as rodas de aço (pneus 175/70 R14).
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Retrovisores externos e maçanetas das portas pintados na cor da carroceria.
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Frisos laterais de proteção nas portas com acabamento diferenciado.
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Faróis com máscara negra e grade dianteira preta com friso cromado sutil (dependendo dos subpacotes encomendados na época).
O design assinado por Luiz Alberto Veiga era muito equilibrado. Ao contrário de alguns concorrentes que pareciam ter “um terceiro volume colado às pressas”, as linhas do Voyage fluíam harmoniosamente desde o teto até a traseira, terminando em lanternas retangulares que invadiam as laterais e davam uma sensação de robustez e sofisticação ao compacto.
3. Interior, Acabamento e Conforto Familiar
Por dentro, o módulo Trend elevava o padrão do habitáculo do Voyage. Enquanto a versão de entrada vinha com plásticos cinzas muito simples e tecidos rugosos, o Trend adicionava um ambiente visivelmente mais bem cuidado:
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Tecidos das portas e dos bancos com padronagem superior e toque mais agradável.
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Revestimentos internos com apliques imitando alumínio fosco nas maçanetas internas, saídas de ar e no pomo do câmbio.
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Painel de instrumentos completo com iluminação em LED azul e ponteiros vermelhos (uma identidade forte da VW nos anos 2000), incluindo o precioso conta-giros (tacômetro).
O espaço interno aproveitava bem os 2,46 metros de entre-eixos. Dois adultos viajavam com relativo conforto no banco de trás, contando com boa área para a cabeça devido ao caimento do teto projetado mais para o final da carroceria. Os bancos dianteiros tinham espuma firme e ofereciam boa sustentação lateral para o corpo.













