VOLKSWAGEN-VOYAGE CITY
VOLKSWAGEN-VOYAGE CITY 1.0 2015 está exatamente no polo oposto: o da racionalidade extrema, robustez e foco no bolso.
Lançado em uma época em que o mercado de frotistas, taxistas, motoristas de aplicativos nascentes e famílias buscavam um sedã compacto que aguentasse o tranco do asfalto brasileiro sem cobrar caro na manutenção, o Voyage City cumpriu seu papel com louvor. Ele faz parte da chamada geração G6 do Voyage, que trouxe um visual mais retilíneo, limpo e maduro inspirado no irmão maior Jetta.
Abaixo, vamos esmiuçar cada detalhe do Voyage City 1.0 2015, analisando sua mecânica, comportamento, equipamentos e se ele ainda faz sentido no mercado atual.
1. Proposta e Estética Externa
A versão City era a opção de entrada (ou “pé de boi”, no jargão automático brasileiro) do Voyage em 2015. Sua proposta era ser um carro de trabalho ou o primeiro sedã de uma família que migrava de um hatch compacto.
Visualmente, a simplicidade imperava. Os faróis tinham parábola simples (sem os refletores duplos das versões Comfortline ou Evidence), as maçanetas e as capas dos retrovisores externos vinham de fábrica em plástico preto fosco (sem pintura), e as rodas eram de aço de 14 polegadas cobertas por calotas plásticas integrais.
Apesar dessa roupagem simples, as linhas da carroceria G6 envelheceram com dignidade. A dianteira horizontal combinava bem com a traseira curta e as lanternas que invadiam a tampa do porta-malas, dando ao sedã uma silhueta proporcional e sóbria que agrada a quem não gosta de ostentar.
2. O Interior: Funcionalidade Acima de Tudo
Ao abrir a porta do Voyage City, fica claro onde a Volkswagen economizou para manter o preço competitivo. O painel é predominantemente construído em plástico rígido cinza, mas com a tradicional montagem firme da marca alemã — os estalos e barulhos de peças soltas demoram a aparecer, mesmo em carros muito rodados.
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Painel de Instrumentos: É simples, mas extremamente legível. Traz o velocímetro ao centro, o conta-giros à esquerda e o marcador de combustível à direita. Em algumas unidades vinha o computador de bordo básico (I-System), mas a maioria das versões City conta apenas com o hodômetro digital.
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Ergonomia: É o ponto forte. Tudo está exatamente onde você espera que esteja. A posição de dirigir tende a ser um pouco mais alta e verticalizada, típica da plataforma PQ24 (herdada do Fox e do Gol). Os bancos têm uma espuma firme, ideal para quem passa muitas horas ao volante, evitando dores nas costas.
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Espaço Interno: O entre-eixos de 2,46 metros acomoda quatro adultos com conforto honesto. Um quinto passageiro no meio do banco traseiro sofrerá com o túnel central elevado e a largura limitada do carro.
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Porta-malas: Com 480 litros de capacidade, é o grande argumento de compra deste carro. O espaço é amplo, plano e muito bem aproveitável, superando com facilidade o espaço de hatches médios e atendendo perfeitamente às demandas de malas para viagens longas ou materiais de trabalho.
3. O Motor TEC 1.0 de 8 Válvulas
Sob o capô do Voyage City 2015 está o motor 1.0 TEC (família EA111). Esse motor foi uma evolução das versões anteriores da VW, recebendo melhorias para entregar mais torque em baixas rotações (daí a sigla Technological Eco Fuel).
Ficha Técnica de Desempenho
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Potência: 72 cv com gasolina e 76 cv com etanol a 5.250 rpm.
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Torque: 9,7 kgfm com gasolina e 10,6 kgfm com etanol a 3.850 rpm.
Comportamento Dinâmico
Na cidade, o Voyage City surpreende quem espera um carro completamente lento. Graças ao torque máximo que surge relativamente cedo para um motor de 8 válvulas, ele tem arrancadas espertas e consegue acompanhar o fluxo urbano com facilidade.
O grande trunfo do conjunto mecânico é o câmbio manual de 5 marchas (MQ200). Considerado por muitos jornalistas e mecânicos como um dos melhores câmbios manuais do mundo, ele tem engates curtos, extremamente precisos, macios e com um estalo característico que dá prazer ao guiar. O escalonamento curto das primeiras marchas ajuda a extrair até a última gota de força do motor 1.0.













