VOLKSWAGEN-SAVEIRO CROSS
O VOLKSWAGEN-SAVEIRO CROSS Cabine Dupla (CD) 1.6 16V MSI 2015 é um marco importante na história das picapes compactas no Brasil. Lançado no segundo semestre de 2014 como modelo 2015, este veículo representou a resposta direta da Volkswagen ao sucesso da Fiat Strada Três Portas. Mais do que apenas adicionar espaço para passageiros, a Volkswagen introduziu uma série de inovações mecânicas e de segurança que elevaram o patamar do segmento na época.
Abaixo, analisamos detalhadamente todos os aspectos deste modelo que se tornou o desejo de muitos entusiastas e profissionais.
1. O Motor MSI 16V: A Grande Estreia Mecânica
O ano-modelo 2015 foi crucial para a linha Saveiro Cross, pois marcou a estreia do motor 1.6 16V MSI (família EA211), substituindo o antigo e valente 1.6 8V (EA111). Construído com bloco e cabeçote de alumínio, o motor trazia duplo comando de válvulas variável na admissão e um sistema de partida a frio que dispensava o tanquinho de gasolina auxiliar (tecnologia Flex Start).
Os números de desempenho agradavam bastante para a proposta da picape:
-
Potência: 120 cv com etanol e 110 cv com gasolina a 5.750 rpm.
-
Torque: 16,8 kgfm com etanol e 15,8 kgfm com gasolina a 4.000 rpm.
Casado com o aclamado câmbio manual de 5 marchas (MQ200), conhecido pelos engates curtos, precisos e extremamente macios, o conjunto conferia à Saveiro Cross uma dinâmica muito superior à da concorrência. A aceleração de 0 a 100 km/h era cumprida em cerca de 10 segundos, com uma velocidade máxima próxima dos 178 km/h. O comportamento em subidas e ultrapassagens mudou drasticamente em relação ao motor de 8 válvulas, entregando mais fôlego em altas rotações.
2. A Configuração Cabine Dupla e Espaço Interno
A grande novidade estética e funcional da linha 2015 foi a homologação para cinco passageiros, diferentemente da Strada Cabine Dupla da época, que legalmente levava apenas quatro pessoas.
Para acomodar os três ocupantes no banco traseiro, a Volkswagen modificou o teto da Saveiro Cross CD, tornando-o ligeiramente mais alto na parte posterior (um ressalto sutil que melhorava a área para a cabeça). O banco traseiro foi posicionado em uma altura que garantia uma boa visibilidade para quem ia atrás, além de contar com três apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos nas extremidades.
Embora o espaço para as pernas no banco traseiro seja limitado (característico de qualquer picape compacta adaptada), o ganho em versatilidade foi imenso. Para quem utiliza o carro no dia a dia urbano ou para pequenas viagens em família, a cabine fechada trouxe o benefício de proteger as bagagens que não podiam ir na caçamba.
3. Segurança e Tecnologia: Um Ponto Fora da Curva
Se no espaço a disputa com a concorrência era acirrada, no quesito tecnologia de segurança e assistência à condução, a Saveiro Cross CD 2015 sobressaía de forma isolada no mercado nacional. Ela herdou sistemas eletrônicos avançados que antes só eram vistos em SUVs e picapes médias.
Entre os principais recursos tecnológicos de série, destacam-se:
-
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) e Controle de Tração (ASR): Essenciais para manter a picape sob controle em curvas fechadas ou superfícies de baixa aderência, especialmente quando a caçamba estava vazia.
-
Bloqueio Eletrônico do Diferencial (EDL): O sistema EDS/XDS atuava freando a roda que estava perdendo tração em pisos escorregadios, transferindo a força para a roda com mais aderência, o que auxiliava significativamente no fora de estrada leve, sem a necessidade de um bloqueio mecânico pesado.
-
Assistente de Partida em Rampas (Hill Hold Control – HHC): Mantinha o freio acionado por até dois segundos em aclives, impedindo que o carro rolasse para trás nas saídas.
-
Função Off-Road do ABS: Uma calibração exclusiva para freios ABS em estradas de terra ou cascalho. O sistema permitia um travamento momentâneo da roda para acumular “cunhas” de terra à frente do pneu, reduzindo drasticamente a distância de frenagem nesse tipo de piso.
-
Assistente de Frenagem de Emergência (BAS): Identificava uma pisada brusca no pedal e aplicava a pressão máxima de frenagem automaticamente.














