VOLKSWAGEN-NOVO GOL
O VOLKSWAGEN-NOVO GOL 1.0 2014 (conhecido tecnicamente como G6 ou a segunda atualização da terceira geração) é um dos capítulos mais importantes da história automotiva brasileira. Em 2014, o Gol ainda lutava para manter sua hegemonia de décadas na liderança do mercado, enfrentando pela primeira vez concorrentes modernos como o Hyundai HB20 e o Chevrolet Onix.
Este modelo representa o equilíbrio entre a robustez histórica da Volkswagen e as melhorias tecnológicas que a marca implementou para não ficar para trás na disputa dos compactos. Abaixo, exploramos cada detalhe desse veículo que ainda é um dos favoritos no mercado de usados.
1. Design e Identidade Visual (G6)
A linha 2014 consolidou o design que aproximou o Gol da identidade global da Volkswagen, inspirada no Polo europeu e no Golf da época. A frente trazia faróis com linhas retas e poligonais, uma grade estreita com dois frisos horizontais e um para-choque com uma entrada de ar inferior trapezoidal.
Diferente das gerações anteriores, o Gol 2014 exalava uma sobriedade alemã. Não havia excessos de cromados ou linhas fluidas demais; tudo era funcional. Na traseira, as lanternas retangulares com luzes internas circulares davam um toque de modernidade sem perder a essência clássica do modelo.
2. Motorização: O Confiável TEC 1.0
O coração do Gol 2014 1.0 é o motor EA111 TEC (Tecnologia de Economia de Combustível). Este motor foi uma evolução do antigo VHT e trouxe melhorias focadas em torque em baixas rotações e redução de atrito interno.
-
Potência: Entrega 72 cv com gasolina e 76 cv com etanol a 5.250 rpm.
-
Torque: O torque máximo é de 9,7 kgfm (gasolina) e 10,6 kgfm (etanol) já disponíveis a 3.850 rpm.
Embora os números pareçam modestos para os padrões atuais de motores turbo, para a época o motor TEC era elogiado pela agilidade na cidade. A engenharia da Volkswagen priorizou uma entrega de força rápida, o que faz com que o Gol não pareça “manco” em saídas de semáforo, pesando apenas 947 kg.
3. A Transmissão: O Padrão de Ouro
Se existe algo que define a experiência de dirigir um Gol 2014, é o seu câmbio manual de 5 marchas (MQ200). Até hoje, essa caixa de transmissão é considerada uma das melhores do mundo em termos de precisão. Os engates são curtos, secos e extremamente precisos. É quase impossível errar uma marcha no Gol, o que torna a condução urbana muito menos cansativa.
Havia também a opção do câmbio automatizado I-Motion. No entanto, para o motor 1.0, a versão manual sempre foi a preferida do público pela maior confiabilidade e melhor aproveitamento da pouca potência disponível.
4. Interior e Ergonomia
O interior do Gol 2014 é um exercício de funcionalidade. O painel é construído em plástico rígido de boa montagem, com texturas que evitam reflexos no para-brisa.
-
Painel de Instrumentos: De fácil leitura, com iluminação branca e agulhas vermelhas, trazendo o computador de bordo I-System nas versões mais completas, que permite configurar alertas de velocidade e visualizar dados de consumo.
-
Conforto: Os bancos têm uma densidade de espuma mais firme, característica da VW, que ajuda a evitar o cansaço em viagens longas. O espaço traseiro é condizente com um compacto de entrada: ideal para dois adultos e uma criança.
-
Porta-malas: Com 285 litros, está na média do segmento para a época, sendo suficiente para as compras de supermercado ou bagagem de mão para uma viagem curta.
5. Consumo e Eficiência
O termo “TEC” no motor não era apenas marketing. O Gol 2014 1.0 apresentava números de consumo muito honestos para um motor de quatro cilindros (antes da popularização em massa dos motores de três cilindros).
Médias estimadas:
Urbano: 7,5 km/l (Etanol) / 11,5 km/l (Gasolina).
Rodoviário: 9,5 km/l (Etanol) / 14,0 km/l (Gasolina).
6. Dinâmica e Suspensão
O Gol sempre foi conhecido por ter uma “suspensão de guerra”. O ajuste é firme, o que garante uma excelente estabilidade em curvas e uma sensação de segurança ao motorista. Ele não oscila excessivamente como alguns concorrentes mais macios.













