VOLKSWAGEN-GOL CITY TREND
O VOLKSWAGEN-GOL CITY TREND 1.0 2013 representa um dos capítulos finais da chamada “Geração 5” (G5) e o início da transição para o facelift conhecido como G6. O ano de 2013 foi emblemático para o Gol, pois marcou o encerramento de um ciclo de liderança absoluta de 27 anos consecutivos como o carro mais vendido do Brasil.
Este modelo, em específico, é a personificação do “carro de guerra” brasileiro: robusto, de manutenção simples e com uma liquidez de mercado impressionante. Abaixo, detalhamos os aspectos técnicos, de mercado e de experiência de uso que definem este ícone.
1. Motorização: O Consagrado EA111
O Gol 2013 é equipado com o motor 1.0 VHT (Very High Torque) da família EA111. Este propulsor foi projetado para entregar o máximo de força possível em baixas rotações, algo vital para um motor de mil cilindradas que precisa lidar com o relevo acidentado das cidades brasileiras.
-
Potência: Entrega 72 cv com gasolina e 76 cv com etanol a 5.250 rpm.
-
Torque: O torque máximo é de 9,7 kgfm (G) e 10,6 kgfm (E), disponível já a partir de 3.850 rpm.
-
Dinâmica: Embora os números pareçam modestos para os padrões atuais de motores turbo, o Gol compensa com uma entrega linear. Na cidade, ele se move com agilidade, favorecido por um peso em ordem de marcha de aproximadamente 940 kg.
2. O Câmbio: A Referência da Categoria
Um dos maiores elogios que qualquer proprietário ou entusiasta faz ao Gol 2013 é o seu câmbio manual de 5 marchas (MQ200). Até hoje, a transmissão da Volkswagen dessa época é considerada uma das melhores do mundo em termos de precisão e engates.
Os cursos são curtos, os engates são “secos” e certeiros, o que torna a condução menos cansativa no trânsito urbano. Essa característica ajudou o Gol a manter sua fama de carro prazeroso de dirigir, mesmo em uma versão de entrada como a City.
3. O Pacote Trend: O “Básico Bem Equipado”
A nomenclatura “City” designava a versão de entrada, mas o módulo Trend era o opcional que transformava o carro. Na prática, era difícil encontrar um Gol puramente “pelado” nas concessionárias, pois o kit Trend adicionava itens estéticos e de conforto que valorizavam o revenda:
-
Estética: Retrovisores e maçanetas na cor do veículo, frisos laterais e faróis com máscara negra.
-
Interior: Tecidos de revestimento dos bancos de melhor qualidade, iluminação no porta-malas e detalhes internos cromados.
-
Conforto: Geralmente acompanhado de direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros e travas elétricas.
4. Design e Ergonomia
O modelo 2013 traz o design que alinhou o Gol à identidade global da Volkswagen daquela época (similar ao Fox e ao Jetta). As linhas são limpas e horizontais. Por dentro, a ergonomia é o ponto forte: todos os comandos estão à mão do motorista.
O painel de instrumentos possui leitura clara, com a tradicional iluminação vermelha e azul (ou branca, dependendo da transição de lote para o G6). O espaço interno é adequado para quatro adultos, embora o banco traseiro sofra com o túnel central alto, comum na plataforma PQ24. O porta-malas de 285 litros está na média da categoria para a época.
5. Economia e Manutenção
Para quem trabalha com revenda ou manutenção automotiva, o Gol 2013 é um “porto seguro”.
-
Consumo: Com gasolina, o modelo faz médias de 11,5 km/l na cidade e até 14,5 km/l na estrada, números excelentes para um carro de concepção aspirada.
-
Manutenção: Este é, talvez, o maior trunfo do veículo. As peças são encontradas em qualquer auto peças do país, desde grandes metrópoles até pequenas vilas rurais. A mecânica é amplamente conhecida por qualquer reparador, o que barateia o custo da mão de obra.
-
Robustez: A suspensão é calibrada para a realidade brasileira — firme, porém resistente a buracos, ao contrário de competidores franceses ou asiáticos da mesma época que exigiam mais cuidados.












