VOLKSWAGEN-FOX TRENDLINE
O VOLKSWAGEN-FOX TRENDLINE 1.0 8V 2015 representa um marco crucial para a história do “compacto de teto alto” no mercado brasileiro. A linha 2015 foi palco de uma das reestilizações mais profundas do modelo (conhecida como a terceira fase da primeira geração ou “Fox G3”). A grande cartada da Volkswagen nesse ano foi dar ao Fox uma identidade muito mais sofisticada, aproximando suas linhas visuais diretamente ao design global do Golf de sétima geração (Golf MK7).
A versão Trendline era a opção de entrada para quem buscava o motor 1.0, focando em entregar o visual atualizado da marca com um custo de aquisição menor em comparação às configurações Comfortline ou Highline. Trata-se de um carro muito procurado no mercado de usados por aliar a praticidade urbana, uma cabine espaçosa e uma manutenção amplamente conhecida.
Abaixo, dissecamos todos os aspectos do Fox Trendline 1.0 2015, analisando sua motorização, cabine, equipamentos e o que conferir antes de assinar o cheque.
O Visual Renovado inspirado no Golf
A maior virtude da linha 2015 foi, sem dúvidas, o salto estético. O Fox abandonou as linhas arredondadas de outrora para adotar vincos muito mais retos, sóbrios e elegantes.
Na dianteira, os faróis ganharam um formato mais retangular e afilado, integrando-se de forma contínua com a grade frontal estreita em preto fosco. Na traseira, as mudanças foram ainda mais radicais: as lanternas, que antes eram verticais e ficavam presas nas colunas, passaram a ser horizontais e divididas em duas partes, invadindo a tampa do porta-malas — uma solução visual que deu uma sensação de maior largura e porte ao carro.
Por ser a versão Trendline, o modelo trazia faróis com parábola simples (sem os refletores duplos da versão Highline) e rodas de aço de 15 polegadas protegidas por calotas plásticas integradas.
Espaço Interno: A Filosofia “Compacto por Fora, Grande por Dentro”
A cabine do Fox sempre foi o seu maior argumento de vendas. Desenvolvido sob o conceito de High Roof (teto alto), o modelo oferece uma acomodação verticalizada para os passageiros. Isso se traduz em um vão livre para as cabeças excelente, fazendo com que pessoas com mais de 1,85 m viajem no banco traseiro sem qualquer aperto.
Ergonomia Superior
A posição de dirigir do Fox Trendline 2015 é tipicamente elevada, lembrando de forma sutil o comportamento de uma minivan ou pequeno SUV. O painel recebeu melhorias nos materiais no modelo 2015. Embora continue sendo feito de plástico rígido, as texturas são agradáveis ao toque e os encaixes são bastante robustos. O quadro de instrumentos traz visores circulares clássicos e legíveis, ladeados pela iluminação em tom branco.
O volante multifuncional com comandos do som era um item opcional bem comum na época e trazia boa empunhadura. O porta-malas oferece 270 litros de capacidade nominal. Não é o maior da categoria, mas o banco traseiro rebatível ajuda na modularidade para o transporte de cargas volumosas.
Motorização: O Tradicional Bloco EA111 1.6 ou 1.0?
É essencial destacar um detalhe que confunde muitos compradores: em 2015, a Volkswagen conviveu com duas mecânicas de 1,0 litro diferentes. Enquanto a versão topo de linha (Bluemotion) já usava o moderno motor de 3 cilindros (EA211), o Fox Trendline 1.0 2015 saía de fábrica equipado com o tradicional motor de 4 cilindros EA111 1.0 8V.
Dados Técnicos de Desempenho
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Potência Máxima: 76 cv com etanol / 72 cv com gasolina a 5.250 rpm.
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Torque Máximo: 10,6 kgfm com etanol / 9,7 kgfm com gasolina a 3.850 rpm.
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Transmissão: Manual de 5 marchas (o consagrado câmbio MQ200).
O motor EA111 é focado exclusivamente no trânsito urbano. Com o carro vazio, ele se move com agilidade em vias planas e o escalonamento curto e preciso da transmissão manual da Volks extrai o melhor desempenho possível do motor. As trocas de marcha são extremamente macias e precisas.
Porém, na estrada ou com o ar-condicionado ligado e o carro carregado com passageiros e bagagens, o peso de 1.058 kg do veículo cobra o seu preço. O motorista precisará trabalhar constantemente com o câmbio e esticar as marchas em subidas longas ou ultrapassagens.












