NISSAN-FRONTIER LE
A NISSAN-FRONTIER LE Cabine Dupla 2.3 Bi-Turbo 4×4 Diesel 2018 ocupa um capítulo fundamental na história das picapes médias no mercado brasileiro. Sendo o modelo que consolidou a 12ª geração global da picape no país (conhecida pelo código de chassi D23), o ano-modelo 2018 ainda trazia o DNA de importação mexicana — antes de a produção migrar definitivamente para a Argentina —, o que conferia ao veículo um padrão construtivo muito elogiado pelo mercado especializado.
Como a versão topo de linha da época, a Frontier LE (Luxury Edition) combinava uma engenharia mecânica sofisticada de downsizing (redução do tamanho do motor para maior eficiência) com um nível de conforto que buscava redefinir a dinâmica de condução de utilitários desse porte.
O Coração Mecânico: O Motor 2.3 Bi-Turbo
O grande divisor de águas dessa geração da Frontier foi a introdução do motor YS23DDTT. Trata-se de um propulsor de quatro cilindros em linha, 2.3 litros, com 16 válvulas e movido a diesel. À primeira vista, para um mercado acostumado a motores de 2.8 ou 3.0 litros nas picapes médias, a capacidade cúbica parecia modesta. No entanto, a engenharia aplicada superou o preconceito inicial através de um sistema de sobrealimentação sequencial com dois turbocompressores.
Esse sistema opera em estágios: um turbo menor e de geometria variável atua nas baixas rotações para anular o turbo lag (atraso na resposta da aceleração), garantindo arrancadas vigorosas. Conforme o motor ganha rotação, um turbo maior entra em ação para assegurar o fôlego em altas velocidades e ultrapassagens.
O resultado prático é um motor elástico e muito robusto:
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Potência Máxima: 190 cv a 3.750 rpm
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Torque Máximo: 45,9 kgfm disponíveis integralmente entre 1.500 rpm e 2.500 rpm
Trabalhando em conjunto com uma transmissão automática de 7 marchas (com possibilidade de trocas manuais na alavanca), a Frontier LE entrega um comportamento dinâmico muito linear. As marchas iniciais são curtas para favorecer o trabalho de carga, enquanto as últimas são longas para manter o giro baixo na estrada. A 100 km/h, o motor trabalha suavemente na faixa de 1.700 rpm.
A Revolução da Suspensão Traseira
O maior diferencial competitivo da Nissan Frontier 2018 em relação às rivais da época (como Toyota Hilux e Chevrolet S10) reside na arquitetura da suspensão traseira. Enquanto a categoria utilizava tradicionalmente o feixe de molas (sistema robusto, porém rígido e desconfortável), a Nissan implementou o sistema Multilink com eixo rígido e molas helicoidais.
Essa engenharia elimina o comportamento “pula-pula” crônico das picapes vazias. Ao adotar molas helicoidais associadas a múltiplos braços estabilizadores, a Frontier entrega uma estabilidade em curvas e uma absorção de impactos que se aproximam muito da dinâmica de um SUV grande, sem abrir mão da capacidade de carga, que permanece em 1.050 kg.
Aptidão Off-Road e Tração 4×4
Para o uso no fora de estrada e no agronegócio, a Frontier LE oferece um sistema de tração acionado eletronicamente por um seletor giratório no painel (Shift-on-the-fly), que permite mudar a tração com o veículo em movimento a até 100 km/h. As opções incluem:
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2WD: Tração puramente traseira, ideal para asfalto seco e economia de combustível.
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4H (4×4 High): Tração integral para pisos de baixa aderência (terra, lama, asfalto molhado).
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4LO (4×4 Low): Tração 4×4 com caixa de redução (reduzida), voltada para transpor obstáculos pesados, subidas íngremes ou situações de atolamento.
O pacote fora de estrada da versão LE é complementado pelo Bloqueio do Diferencial Traseiro limitado eletronicamente (B-LSD), pelo Controle de Descida em Rampas (HDC) e pelo Assistente de Partida em Rampas (HSA), sistemas essenciais para garantir o controle da picape em terrenos acidentados.
Design, Espaço Interno e Conforto
Esteticamente, o modelo 2018 traz a identidade visual V-Motion da Nissan na grade dianteira cromada, ladeada por faróis com assinatura em LED e projetores que oferecem excelente capacidade de iluminação. Os retrovisores externos possuem rebatimento elétrico e acabamento cromado, combinando com as maçanetas e o rack de teto cinza.
Por dentro, o foco está na ergonomia. Os bancos dianteiros contam com a tecnologia Zero Gravity (Desenvolvida em parceria com a NASA), projetada para reduzir a fadiga da musculatura das costas em viagens longas, distribuindo o peso do corpo de forma uniforme. O banco do motorista possui regulagens totalmente elétricas (incluindo o ajuste lombar).
Principais Equipamentos da Versão LE (2018):
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Ar-condicionado digital Dual Zone com saídas exclusivas para o banco traseiro;
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Central multimídia com tela sensível ao toque, navegação GPS nativa, leitor de CD/DVD, conexões USB, auxiliar e Bluetooth;
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Chave presencial (I-Key) com partida do motor por botão;
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Painel de instrumentos com tela central colorida de alta resolução (Drive-Assist) exibindo dados do computador de bordo;
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Bancos revestidos em couro de fábrica;
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Teto solar elétrico (um item exclusivo que a diferenciava fortemente da concorrência na época).














