KIA-SOUL EX
O KIA-SOUL EX 1.6 16V Flex 2013 é um daqueles carros que desafiam as convenções do mercado automotivo. Lançado globalmente com o rótulo de “Urban Crossover” e apelidado carinhosamente no Brasil de “carro design”, ele mescla as formas quadradas de uma minivan, a altura de condução de um SUV compacto e a agilidade de um hatch médio.
O modelo 2013 marca o último ano cheio da primeira geração do veículo no mercado brasileiro antes da chegada da segunda geração (que veio muito mais cara e perdeu o apelo de custo-benefício). Na versão topo de linha EX, o Soul trazia o pacote visual e tecnológico mais desejado, incluindo as famosas rodas de 18 polegadas que ditavam a personalidade agressiva e futurista do projeto.
Abaixo, analisamos detalhadamente todos os pilares do Kia Soul EX 2013, desde a sua engenharia mecânica até a experiência de convivência diária.
O Visual Quadrado e a Proposta de Design
O visual assinado pelo renomado designer alemão Peter Schreyer (ex-Audi e responsável por revolucionar a identidade visual da Kia) continua chamando a atenção mesmo após mais de uma década de seu lançamento. As linhas retas, a linha de cintura alta, os faróis destacados com máscara negra e as lanternas traseiras verticais que sobem pelas colunas dão ao Soul uma silhueta inconfundível.
Na versão EX, o apelo estético era maximizado por:
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Rodas de liga leve de 18 polegadas com acabamento diamantado e fundo preto, calçadas com pneus de perfil baixo (225/45 R18).
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Maçanetas e retrovisores externos com acabamento cromado ou na cor do veículo.
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Repetidores de seta em LED integrados aos retrovisores externos.
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Aerofólio traseiro integrado ao teto.
Por dentro, o Soul EX 2013 surpreendia pelo acabamento contrastante. Era comum encontrar unidades com o interior em dois tons (como painel superior e laterais de porta em vermelho texturizado ou bege, combinados com plástico preto), que quebravam a monotonia cinzenta da maioria dos carros da época.
Motorização Gamma 1.6 Flex e Câmbio
mecanicamente, o Kia Soul 2013 traz uma evolução crucial em relação aos modelos 2010 e 2011. Ele já conta com o motor Gamma 1.6 16V Flex com bloco e cabeçote de alumínio, dotado de comando duplo variável de válvulas (CVVT). Trata-se do mesmo motor utilizado pela marca parceira Hyundai na linha HB20 e no Cerato da mesma época.
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Potência Máxima: 126 cv com gasolina e 130 cv com etanol a 6.000 rpm.
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Torque Máximo: 16,0 kgfm com gasolina e 16,5 kgfm com etanol a 5.000 rpm.
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Transmissão: Câmbio automático de 6 marchas com opção de trocas sequenciais na alavanca (uma evolução gigante frente ao antigo câmbio de 4 marchas usado até 2011).
Desempenho na Cidade e na Estrada
Graças ao peso relativamente contido de 1.171 kg, o motor 1.6 Flex move o Soul com bastante agilidade no trânsito urbano. O câmbio de 6 marchas tem relações curtas nas primeiras velocidades, o que garante saídas de semáforo espertas e boas respostas ao pedal do acelerador.
Na estrada, a sexta marcha atua como um autêntico overdrive, permitindo que o carro viaje a 120 km/h mantendo o motor em rotações civilizadas (por volta de 2.800 rpm), o que reduz drasticamente o ruído interno e poupa combustível. As retomadas são honestas, embora o motorista precise pisar fundo e deixar o câmbio reduzir marchas para buscar o torque máximo, que aparece apenas em giros mais altos (5.000 rpm). O modelo cumpre o 0 a 100 km/h na casa dos 11,5 segundos.
Consumo de Combustível
O formato de “caixa” do Kia Soul (com teto alto e frente reta) impõe uma resistência aerodinâmica considerável em altas velocidades. Somado ao uso das rodas aro 18 com pneus largos, o consumo rodoviário não é tão baixo quanto o de um hatch convencional 1.6, mas o câmbio de 6 marchas mitiga esse efeito. Em médias gerais reais, os números são:













