HONDA-FIT LX
O HONDA-FIT LX 1.5 FlexOne 2015 é frequentemente descrito como o “canivete suíço” dos automóveis. Lançado como parte da terceira geração (conhecida como GK5), este modelo marcou uma evolução significativa em design, tecnologia de motor e aproveitamento de espaço, consolidando-se como um dos usados mais cobiçados do mercado brasileiro.
Abaixo, detalhamos os pilares que fazem deste carro uma escolha racional e, para muitos, emocional.
1. O Coração: Motor 1.5 i-VTEC FlexOne
Diferente da geração anterior, onde as versões de entrada (DX e LX) usavam o motor 1.4, a linha 2015 unificou o excelente motor 1.5 16V i-VTEC.
A grande novidade na época foi a tecnologia FlexOne, que eliminou o subtanque de gasolina para partidas a frio. O sistema aquece o combustível diretamente na flauta de injeção, garantindo partidas rápidas mesmo com 100% de etanol no tanque em dias gelados.
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Potência: 116 cv (Etanol) / 115 cv (Gasolina) a 6.000 rpm.
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Torque: 15,3 kgfm (Etanol) / 15,2 kgfm (Gasolina) a 4.800 rpm.
O desempenho é honesto: o Fit não é um carro de corrida, mas entrega agilidade urbana e fôlego suficiente para ultrapassagens seguras em rodovias, especialmente pela boa relação peso-potência.
2. Transmissão: O Retorno do CVT
Em 2015, a Honda ouviu os clientes e trouxe de volta o câmbio CVT (Transmissão Continuamente Variável), substituindo o automático convencional de 5 marchas da segunda geração.
O foco aqui é a eficiência energética. O CVT trabalha para manter o giro do motor sempre na faixa ideal, o que resulta em um rodar suave, sem solavancos de troca de marcha, e uma economia de combustível invejável para a categoria. Para quem prefere o controle total, a versão LX também foi disponibilizada com câmbio manual de 5 marchas, conhecido pelos engates curtos e precisos típicos da Honda.
3. O Espaço Interno e o Sistema Magic Seat
Se existe um motivo real para comprar um Fit, é o sistema Magic Seat (ou ULT – Utility, Long, Tall). O banco traseiro permite configurações modulares incríveis:
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Utility: Rebate os bancos totalmente, criando um assoalho plano.
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Tall: O assento do banco traseiro levanta, permitindo carregar objetos altos (como vasos de plantas ou uma TV de 60 polegadas) no assoalho central.
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Long: Rebate o encosto do passageiro dianteiro e traseiro, permitindo levar objetos longos como pranchas de surfe.
Mesmo sendo um carro compacto por fora, o entre-eixos é tão bem aproveitado que passageiros traseiros têm mais espaço para as pernas do que em muitos sedãs médios.
4. Design e Acabamento da Versão LX
O visual de 2015 introduziu a identidade “Solid Wing Face” da Honda, com faróis mais afilados integrados à grade frontal. A versão LX situa-se no coração da gama:
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Exterior: Rodas de liga leve aro 15, retrovisores na cor do veículo e lanternas traseiras em LED que sobem pelas colunas.
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Interior: O acabamento é predominantemente em plástico rígido, mas com montagem impecável e texturas agradáveis. O painel é funcional, com iluminação azul e computador de bordo centralizado.
5. Dinâmica e Consumo
A suspensão do Fit 2015 foi recalibrada para ser um pouco mais macia que a da geração anterior, embora ainda mantenha a firmeza característica da marca, o que garante estabilidade em curvas. A direção elétrica é extremamente leve para manobras e ganha o peso certo em velocidades altas.
Em termos de consumo (médias estimadas):
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Cidade: 8,3 km/l (E) / 12,3 km/l (G)
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Estrada: 9,9 km/l (E) / 17 km/l (G)
6. Vale a pena hoje? (Mercado de Usados)
O Honda Fit LX 2015 é um dos carros que menos desvaloriza no Brasil. Seus pontos fortes são a confiabilidade mecânica e a facilidade de revenda.
O Fit LX 2015 é a escolha ideal para quem busca um carro urbano que se comporta como um gigante por dentro, gasta pouco combustível e não dá dor de cabeça na oficina. É a definição de compra racional.












