HONDA-CR V LX
O HONDA-CR V LX 2.0 16V Flex (ou Gasolina) Automático 2013 representa a quarta geração de um dos SUVs médios mais bem-sucedidos e respeitados da história do mercado automotivo mundial e brasileiro. Lançada por aqui no início de 2012 e consolidada ao longo de 2013, esta geração marcou uma evolução drástica em termos de design urbano, aerodinâmica e refinamento interno, deixando para trás o visual mais “quadrado” e utilitário da terceira geração.
A versão LX era a opção de entrada do modelo, posicionada estrategicamente abaixo da topo de linha EXL. Enquanto a variante mais cara oferecia tração integral (AWD) e teto solar, a LX focava na máxima racionalidade: tração dianteira (2WD), menor peso, menor consumo e uma mecânica extremamente robusta que se tornou um verdadeiro porto seguro no mercado de seminovos e usados.
Abaixo, analisamos detalhadamente todos os pilares que compõem este SUV japonês, destrinchando seu comportamento dinâmico, vida a bordo, pontos de atenção na oficina e sua sólida reputação de mercado.
Design Exterior e Proposta Urbana
O visual do CR-V 2013 adotou linhas muito mais fluidas e contemporâneas. A dianteira exibe uma grade imponente com três barras cromadas que se fundem sutilmente aos grandes faróis alongados. O para-choque frontal foi desenhado com um ângulo de ataque pensado para o uso urbano, reduzindo o arrasto aerodinâmico e otimizando o fluxo de ar, embora rebaixe ligeiramente a frente em relação a SUVs puramente lameiros.
Na lateral, a linha de cintura elevada e a marcante área envidraçada que se estreita em direção à traseira dão ao modelo um porte musculoso e elegante. Na traseira, a Honda manteve sua clássica assinatura: as icônicas lanternas verticais que sobem pelas colunas “C” até o teto, uma característica que além de ditar a identidade do carro, garante excelente visibilidade para os motoristas que vêm atrás. A versão LX vinha equipada com belas rodas de liga leve de 17 polegadas, calçadas com pneus de perfil alto (225/65 R17), ideais para absorver os impactos das vias brasileiras.
Motorização, Câmbio e Dinâmica de Condução
O ano de 2013 trouxe uma virada de chave fundamental para o modelo no Brasil: a introdução do motor 2.0 i-VTEC Flex, substituindo a versão movida apenas a gasolina dos lotes anteriores do mesmo ano. Importado do México, o motor passou a aceitar o combustível vegetal sem perder suas características de suavidade.
Mecanicamente, o bloco conta com o comando de válvulas variável i-VTEC da Honda, que gerencia eletronicamente a abertura e o tempo de fechamento das válvulas para priorizar a economia em baixos giros e a entrega de potência em altas rotações. Os números técnicos são:
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Potência: 155 cv com etanol e 150 cv com gasolina a 6.500 rpm.
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Torque: 19,5 kgfm com etanol a 4.800 rpm e 19,3 kgfm com gasolina a 4.700 rpm.
O motor trabalha em parceria com uma transmissão automática tradicional de 5 marchas com conversor de torque.
Comportamento Dinâmico: É fundamental entender que o CR-V LX é um carro voltado para o conforto familiar, e não para acelerações esportivas. Pesando cerca de 1.502 kg, a relação peso-potência fica na casa dos 9,6 kg/cv. Na cidade, o SUV entrega saídas suaves, silenciosas e um rodar linear extremamente prazeroso. Em rodovias, o carro mantém velocidades de cruzeiro de 110 km/h ou 120 km/h com giros civilizados e baixo ruído a bordo. No entanto, em retomadas de velocidade ou subidas de serra carregado, o motorista precisará cravar o pé no acelerador, fazendo o câmbio reduzir marchas e o motor girar alto para buscar o torque, que só surge plenamente perto dos 5.000 rpm.
A tração é exclusivamente dianteira (2WD), o que reduz as perdas mecânicas por atrito, deixando o carro sensivelmente mais ágil na cidade e econômico do que a versão EXL AWD.
Consumo e o Botão ECON
Para auxiliar na economia de combustível, a Honda equipou o CR-V 2013 com a função ECON. Ao acionar o botão verde texturizado no painel, a central eletrônica altera o mapa de respostas do acelerador (deixando-o mais progressivo)














