FIAT-ARGO DRIVE
O FIAT-ARGO DRIVE 1.0 2018 marcou um momento de transição fundamental para a Fiat no Brasil. Lançado para substituir de uma só vez as versões mais caras do Palio e as de entrada do Punto, o Argo chegou com a missão de elevar o padrão de construção, design e tecnologia da marca italiana no segmento de hatches compactos.
Abaixo, exploramos em detalhes os pilares que sustentam este modelo, desde a sua engenharia mecânica até a sua aceitação no mercado de usados.
1. Design e Proposta: O Estilo Italiano no Brasil
O Argo foi desenhado pelo Centro de Estilo da Fiat na América Latina, mas sob forte influência da linguagem visual europeia. O modelo 2018 na versão Drive apresenta um equilíbrio visual interessante: não possui os adereços esportivos da versão HGT, mas mantém linhas musculosas e faróis com parábola dupla que lhe conferem um aspecto moderno, mesmo anos após o lançamento.
Diferente do Mobi ou do antigo Palio, o Argo utiliza a plataforma MP1, que emprega aços de alta resistência em cerca de 20% da estrutura. Isso se traduz em uma carroceria mais rígida, silenciosa e segura, características que o consumidor percebe logo nos primeiros quilômetros rodados.
2. O Motor Firefly 1.0 3 Cilindros
O coração desta versão é o motor 1.0 6V Firefly. Diferente de muitos concorrentes que utilizam 4 válvulas por cilindro (12V), a Fiat optou por um cabeçote de 2 válvulas por cilindro (6V), priorizando o torque em baixas rotações.
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Performance: São 77 cv com etanol e 72 cv com gasolina a 6.250 rpm. O torque máximo é de 10,9 kgfm (E) / 10,4 kgfm (G) a 3.250 rpm.
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Comportamento: A grande vantagem dessa arquitetura é a agilidade no trânsito urbano. O carro “acorda” cedo, exigindo menos trocas de marcha para vencer ladeiras ou retomar velocidade após um quebra-molas.
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Corrente de Comando: Um ponto positivo para a manutenção é o uso de corrente de comando em vez de correia dentada, o que reduz o custo e a preocupação com revisões preventivas a longo prazo.
3. Experiência de Condução e Suspensão
A Fiat é conhecida por acertar as suspensões para a realidade das ruas brasileiras, e o Argo 2018 é um dos melhores exemplos disso. O conjunto é macio e filtra muito bem as imperfeições do asfalto, sem ser “bobo” em curvas.
A direção elétrica possui assistência progressiva, sendo extremamente leve para estacionar e ganhando peso conforme a velocidade aumenta. Um detalhe importante da versão Drive 2018 é a presença da função City (em algumas unidades equipadas com o kit correspondente), que torna a direção ainda mais leve com o apertar de um botão, ideal para manobras em locais apertados.
4. Vida a Bordo: Espaço e Acabamento
O interior do Argo foi um salto evolutivo para a categoria na época. O painel possui camadas com texturas diferentes e saídas de ar centrais redondas que remetem a carros premium do grupo, como os da Mercedes-Benz.
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Espaço Interno: Com 2,52 metros de entre-eixos, o Argo acomoda bem quatro adultos e uma criança. Ele é visivelmente mais largo que concorrentes como o Renault Kwid ou o VW Gol, o que garante mais conforto para os ombros.
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Porta-malas: São 300 litros, uma medida padrão para o segmento, com um bocal de carga que facilita o acesso a malas de tamanho médio.
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Ergonomia: O volante tem boa pegada e ajuste de altura de série, e o banco do motorista permite encontrar uma boa posição de guiar com facilidade.
5. Tecnologia e Conectividade
Um dos grandes trunfos da versão Drive 1.0 2018 é a Central Multimídia Uconnect de 7 polegadas. Na época, ela era referência por ser flutuante e ter uma interface rápida.
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Espelhamento: Suporta Apple CarPlay e Android Auto via cabo, permitindo usar Google Maps, Waze e Spotify diretamente na tela.
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Segunda Entrada USB: O Argo foi um dos primeiros a oferecer uma porta USB dedicada para os passageiros do banco traseiro, um detalhe simples que faz diferença no dia a dia.












