CHEVROLET-TRACKER LT
O CHEVROLET-TRACKER LT 1.8 Automático 2016 representa o último ano-modelo da primeira fase da geração moderna do SUV compacto no Brasil, antes da profunda reestilização que trouxe o motor turbo. Importado do México (onde é conhecido como Trax), o Tracker compartilha a plataforma global Gamma II com o sedã Cobalt, o hatchback Sonic e a minivan Spin, mas com uma calibração e proposta de acabamento nitidamente superiores.
Lançado originalmente apenas na versão topo de linha LTZ, a Chevrolet introduziu a versão LT como uma resposta estratégica para tornar o SUV mais competitivo perante o avanço avassalador do Honda HR-V e do Jeep Renegade na época. O resultado é um veículo focado na robustez mecânica, porte encorpado e boa posição de dirigir.
Abaixo, detalhamos todos os aspectos técnicos, dinâmicos e comerciais do Tracker LT 2016 como uma opção no mercado de usados.
1. Trem de Força: O Motor Ecotec 1.8 e a Transmissão GF6-3
Sob o capô, o Tracker LT 2016 traz o motor 1.8 16V Ecotec (Família 1 da Opel/GM), um bloco substancialmente mais moderno do que o 1.8 8V utilizado na linha Spin e Cobalt do mesmo período. Este motor conta com bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas continuamente variável (tanto na admissão quanto no escapamento) e coletor de admissão com geometria variável (sistema VIS), que otimiza o fluxo de ar de acordo com a rotação.
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Potência: Entrega 144 cv com etanol e 140 cv com gasolina, atingidos a 6.300 rpm.
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Torque: O torque máximo é de 18,9 kgfm com etanol e 17,8 kgfm com gasolina, a 3.800 rpm.
Importante notar que, graças ao coletor variável, cerca de 90% desse torque já se faz presente a partir das 2.200 rpm, garantindo linearidade ao SUV.
A transmissão é a automática de 6 marchas (GF6 de terceira geração). A Chevrolet aplicou atualizações significativas de hardware e software nesta caixa a partir da linha 2015/2016, tornando as trocas de marchas consideravelmente mais rápidas e reduzindo os trancos e a hesitação crônica que marcavam as primeiras versões dessa transmissão (geração 1). A alavanca mantém o botão lateral para trocas sequenciais no modo manual.
2. Desempenho e Dinâmica de Rodagem
Com um peso em ordem de marcha de 1.355 kg, o Tracker LT 1.8 apresenta um desempenho honesto. A aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em 11,5 segundos com etanol. O carro tem boa agilidade no trânsito urbano e desenvolve velocidade na estrada com progressividade. No entanto, por ser um motor aspirado de 16 válvulas, as retomadas mais vigorosas exigem que o câmbio reduza duas ou três marchas, elevando o giro acima dos 4.000 rpm, momento em que o ronco do motor invade a cabine de forma nítida.
O acerto dinâmico é um dos pontos altos do modelo importado. A suspensão (McPherson na frente e eixo de torção atrás) é ligeiramente mais firme que a média da categoria, o que confere ao Tracker uma excelente estabilidade em curvas para um SUV de sua altura (1,67 metro), sem rolagens excessivas da carroceria. A direção possui assistência hidráulica tradicional. Embora seja precisa em velocidade, ela se mostra um pouco pesada em manobras de garagem quando comparada aos sistemas elétricos da concorrência direta.
3. Consumo de Combustível: O Calcanhar de Aquiles
O consumo de combustível é, sem dúvidas, o maior ponto de crítica deste conjunto motriz. O peso elevado, a área frontal generosa e a ausência de sistemas como o Start-Stop penalizam o gasto de energia:
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Consumo Urbano: Média de 6,4 km/l com etanol e 9,2 km/l com gasolina.
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Consumo Rodoviário: Média de 9,2 km/l com etanol e 12,7 km/l com gasolina.
Nota: Em cidades com topografia muito acidentada ou trânsito pesado, as médias urbanas com etanol podem cair facilmente para a casa dos 5,5 km/l.
4. Interior, Conforto e Praticidade
Para reduzir o preço e criar a versão LT, a Chevrolet removeu alguns mimos da LTZ, mas manteve uma cabine honesta. O painel é feito de plásticos rígidos de boa qualidade, com encaixes firmes e pouca propensão a ruídos internos.














