CHEVROLET-SPIN LT
O CHEVROLET-SPIN LT 1.8 Automático 2014 é um veículo que foi projetado com um propósito muito claro: atender às necessidades de espaço, robustez mecânica e praticidade que o mercado de famílias e profissionais de transporte (como taxistas e motoristas de aplicativo) exigia. Lançado para substituir de uma só vez a Meriva e a Zafira, o Spin adotou uma proposta visual apelidada na época de “capivara”, devido às suas linhas robustas e dianteira proeminente, herdada da identidade global da Chevrolet daquele período, com a grade bipartida e faróis grandes.
Abaixo, analisamos detalhadamente todos os aspectos técnicos, dinâmicos e de mercado deste modelo no cenário de seminovos.
1. Conjunto Mecânico: O Motor Econo.Flex 1.8 e o Câmbio GF6
O coração do Spin LT 2014 é o motor 1.8 8V Econo.Flex (família 1 da GM), uma evolução direta de blocos que já equipavam modelos anteriores da marca. Trata-se de um motor com concepção mais antiga em termos de arquitetura, priorizando o torque em baixas rotações e a facilidade de manutenção em detrimento de uma potência específica muito elevada.
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Potência: Entrega 108 cv com etanol e 106 cv com gasolina, ambos a 5.400 rpm.
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Torque: O torque máximo é de 17,1 kgfm com etanol e 16,4 kgfm com gasolina, atingidos a 3.200 rpm. O grande trunfo é que boa parte desse torque já está disponível logo acima das 1.500 rpm, o que ajuda a mover os 1.255 kg do veículo com agilidade no trânsito urbano.
A grande aliada deste motor na versão avaliada é a transmissão automática GF6 de 6 marchas (segunda geração). Esta caixa de câmbio representou um salto enorme na categoria quando lançada, pois a concorrência direta ainda utilizava transmissões de 4 marchas ou caixas automatizadas de embreagem simples (como o Dualogic da Fiat e o I-Motion da VW). A transmissão do Spin conta com gerenciamento eletrônico adaptativo e permite trocas manuais sequenciais através de um botão do tipo “gangorra” localizado na própria alavanca de câmbio — uma solução funcional, embora pouco intuitiva para conduções dinâmicas.
2. Desempenho e Comportamento Dinâmico
O foco do Spin LT 1.8 Automático não é a performance esportiva, mas sim a linearidade. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em cerca de 11,9 segundos quando abastecido com etanol.
Na cidade, o casamento entre o motor de 8 válvulas e o câmbio de 6 marchas funciona muito bem. As trocas de marcha ocorrem no momento correto, aproveitando o torque inicial para evitar reduções desnecessárias. Na estrada, a sexta marcha atua como um overdrive, reduzindo sensivelmente a rotação do motor em velocidades de cruzeiro. A 110 km/h, o motor trabalha próximo dos 2.500 rpm, o que mitiga o ruído interno e melhora o conforto em viagens longas.
A suspensão (independente do tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira) tem calibragem voltada para o conforto e para suportar cargas pesadas. Ela absorve bem os impactos de pisos irregulares, mas a altura elevada da carroceria (1,66 metro) faz com que o carro incline de forma perceptível em curvas fechadas ou sob ventos laterais fortes na estrada. A direção utiliza assistência hidráulica tradicional; é firme em velocidades mais altas, embora exija um pouco mais de esforço em manobras de estacionamento se comparada aos sistemas elétricos modernos.
3. Consumo de Combustível
O consumo é um dos pontos mais criticados pelos proprietários, principalmente na configuração com etanol em trajetos urbanos severos. A aerodinâmica de minivan associada ao peso e ao motor de concepção antiga cobra o seu preço:
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Ciclo Urbano: Média de 6,1 km/l com etanol e 9,0 km/l com gasolina.
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Ciclo Rodoviário: Média de 8,2 km/l com etanol e 12,0 km/l com gasolina.
Nota: Esses valores podem variar drasticamente dependendo do peso transportado e do uso do ar-condicionado.
4. Espaço Interno, Cabine e Porta-Malas
O verdadeiro ponto de venda da Spin LT está atrás dos bancos dianteiros. Ao contrário da versão LTZ, que oferece 7 lugares, a versão LT vem configurada estritamente para 5 ocupantes. O resultado prático disso é a criação de um dos maiores e mais aproveitáveis porta-malas do mercado brasileiro, com impressionantes 710 litros de capacidade até a altura dos vidros.














