CHEVROLET-CRUZE LT
O CHEVROLET-CRUZE LT Sedan 1.8 2013 representa um capítulo fundamental na história da GM no Brasil. Lançado para substituir o icônico Vectra, o Cruze chegou com a responsabilidade de alinhar o portfólio brasileiro aos padrões globais da Chevrolet, trazendo uma plataforma moderna, um design robusto e um pacote de segurança que, na época, elevou o sarrafo da categoria de sedãs médios.
Mesmo após mais de uma década de seu lançamento, o modelo 2013 continua sendo uma opção muito procurada no mercado de usados por quem busca um carro com “presença”, conforto e uma estrutura sólida. Abaixo, detalhamos todos os aspectos que definem este veículo.
1. Design e Construção: A Linguagem Global
O Cruze de primeira geração (codinome J300) foi desenhado para ser um carro global, e isso se reflete em suas linhas robustas e musculosas. A dianteira é marcada pela grade bipartida com a gravata dourada ao centro, ladeada por faróis grandes que se esticam pelas laterais.
O perfil do sedan é clássico, com uma linha de cintura alta que transmite segurança. O acabamento da versão LT, embora seja a de entrada na época, já contava com rodas de liga leve aro 17, o que conferia ao carro um porte superior a muitos concorrentes que ainda utilizavam rodas aro 16. A qualidade da montagem da carroceria e o uso de aços de alta resistência garantiram a ele notas máximas em testes de colisão na sua estreia.
2. Conjunto Mecânico: O Motor Ecotec 1.8
Sob o capô, o Cruze 2013 traz o motor 1.8 16V Ecotec Flex. Este propulsor entrega:
-
Potência: 144 cv com etanol e 140 cv com gasolina a 6.300 rpm.
-
Torque: 18,9 kgfm (E) e 17,8 kgfm (G) a 3.800 rpm.
Diferente dos motores atuais que focam em turbocompressores, o Ecotec 1.8 é um motor aspirado que prioriza a durabilidade e a entrega linear de potência. Ele conta com o comando de válvulas variável (Dual DCVCP), que otimiza o desempenho e o consumo tanto na admissão quanto no escape. É um motor que gosta de trabalhar em giros mais altos para entregar todo o seu vigor, mas que se comporta de forma silenciosa e suave em velocidades de cruzeiro.
3. Transmissão: Automática ou Manual?
Em 2013, o consumidor da versão LT podia escolher entre duas transmissões de 6 marchas:
-
Automática (GF6): Foi uma das primeiras caixas de 6 marchas em sedãs desta categoria no Brasil. Proporciona trocas suaves, embora em modelos 2012 e início de 2013 alguns proprietários relatassem uma certa “hesitação” em retomadas, algo que foi amplamente mitigado por atualizações de software da própria GM.
-
Manual: Uma opção rara no mercado de usados hoje, mas excelente para quem gosta de controle total e quer extrair o máximo do motor 1.8.
4. Equipamentos de Série e Segurança
O grande diferencial do Cruze LT 2013 perante seus rivais diretos da época (como Corolla e Civic) era o pacote de segurança ativa e passiva. De série, a versão LT já entregava:
-
4 Airbags: Frontais e laterais.
-
Controle de Tração e Estabilidade (ESP): Item que muitos concorrentes só ofereciam nas versões de topo ou sequer ofereciam.
-
Freios ABS com EBD: Com discos nas quatro rodas.
-
Fixação ISOFIX: Para cadeirinhas infantis.
No quesito conforto, o carro vinha equipado com ar-condicionado eletrônico, direção elétrica progressiva, computador de bordo e o sistema de som original com Bluetooth e comandos no volante.
5. Vida a Bordo e Ergonomia
O interior do Cruze 2013 é caracterizado pelo conceito de “Dual Cockpit”, inspirado no Corvette, onde o design do painel envolve o motorista e o passageiro de forma simétrica.
-
Acabamento: A versão LT utiliza tecidos de alta qualidade nos bancos, muitas vezes em tons de cinza ou preto. O painel possui plásticos rígidos, mas com texturas agradáveis e encaixes precisos, evitando ruídos excessivos.
-
Espaço Interno: Com 2,68 metros de entre-eixos, o espaço traseiro é bom para as pernas, embora a linha do teto mais baixa (caimento estilo cupê) possa incomodar passageiros muito altos.














