CHEVROLET-COBALT LT
O CHEVROLET-COBALT LT chegou ao mercado brasileiro no final de 2011 com uma missão clara e pragmática: substituir de uma só vez o Astra Sedan e o Corsa Sedan, ocupando o espaço de um sedã compacto com dimensões de médio. A versão LT 1.4 de 2012 representa a essência desse projeto, focado no custo-benefício, no espaço interno referencial e na robustez mecânica para o trabalho pesado ou para a família.
O Conceito “Maxi-Sedã”
Na época do seu lançamento, o Cobalt causou impacto não pelo design — que gerou debates por suas linhas mais retas e faróis avantajados —, mas pelas suas medidas. Construído sobre a plataforma Gamma II (a mesma do Onix e da Spin), o Cobalt entregava um entre-eixos de 2,62 metros.
Para se ter uma ideia, essa medida era superior à de muitos sedãs médios da época, garantindo um espaço para as pernas no banco traseiro que se tornou o terror da concorrência e o favorito dos taxistas e motoristas de frota.
Mecânica: O Confiável Motor Econo.Flex
A versão LT 1.4 de 2012 é equipada com o motor 1.4 Econo.Flex, uma evolução do antigo motor da família 1 da GM. É um motor de concepção simples, com 8 válvulas e comando simples no cabeçote, o que se traduz em um dos custos de manutenção mais baixos da categoria.
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Performance: Entrega 102 cv com etanol e 97 cv com gasolina a 6.200 rpm. O torque é de 13,0 kgfm (E) / 12,8 kgfm (G) a 3.200 rpm.
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Comportamento: Embora o Cobalt seja um carro volumoso, o escalonamento do câmbio manual de 5 marchas foi feito para privilegiar o torque em baixas rotações. Isso torna a condução urbana muito agradável, com poucas trocas de marcha necessárias para vencer ladeiras ou retomar velocidade após uma lombada.
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Consumo: Para um carro de 2012 sem as tecnologias atuais de injeção direta, os números eram honestos. Em ciclo urbano, faz cerca de 7,2 km/l no etanol e 9,5 km/l na gasolina. Na estrada, os números sobem para aproximadamente 9,9 km/l (E) e 12,9 km/l (G).
Vida a Bordo e Ergonomia
Ao entrar em um Cobalt LT 2012, percebe-se a funcionalidade acima da sofisticação. O painel mescla elementos analógicos e digitais, com o conta-giros circular e uma tela digital para o velocímetro e marcador de combustível, uma identidade visual que a Chevrolet adotou em toda a sua linha naquela década (inspirada no Spark e no Sonic).
Acabamento da Versão LT
A versão LT era a intermediária de entrada. O acabamento interno utiliza plásticos rígidos, mas com montagem precisa que evita ruídos excessivos a longo prazo. Os bancos possuem um tecido resistente, pensado para durabilidade. Um ponto positivo é a quantidade de porta-objetos espalhados pela cabine, facilitando a organização de quem passa muitas horas ao volante.
O Porta-Malas: Um Compartimento de Carga
Não se pode falar de Cobalt sem mencionar o porta-malas. Com 563 litros de capacidade, ele era o maior da categoria na época. O desenho do compartimento é profundo e largo, permitindo acomodar malas grandes sem dificuldades. Para quem trabalha com transporte ou possui família grande com carrinhos de bebê e compras, este é, até hoje, o maior argumento de compra do modelo.
Dinâmica e Suspensão
O acerto de suspensão do Cobalt 2012 foca totalmente no conforto. Ele utiliza o tradicional sistema McPherson na frente e eixo de torção atrás. A calibração é voltada para absorver os impactos das vias brasileiras. É um carro “parrudo”; ele passa por valetas e paralelepípedos com suavidade, sem transmitir vibrações secas para o interior.
Por outro lado, devido à sua altura e ao ajuste macio, não é um carro feito para condução esportiva. Em curvas mais fechadas a velocidades elevadas, a carroceria tende a inclinar, exigindo prudência. A direção hidráulica é leve para manobras, mas mantém um peso adequado em rodovias.












