CHEVROLET-AGILE LTZ
O CHEVROLET-AGILE LTZ 1.4 8V Flex 2013 ocupa um lugar singular na história recente da General Motors no Brasil. Lançado no final de 2009 como modelo 2010, o Agile foi o primeiro fruto do projeto Viva. A missão do modelo era crucial: renovar a imagem da Chevrolet no segmento de compactos premium e servir como uma ponte moderna e tecnológica enquanto a marca desenvolvia a plataforma que daria origem ao Onix e ao Prisma.
No ano-modelo 2013, o Agile atingiu a sua maturidade de mercado. A versão LTZ, topo de linha, destacava-se por oferecer uma lista de equipamentos de conveniência e conforto muito superior à dos concorrentes diretos da época, como o Volkswagen Fox Prime, o Renault Sandero Privilège e o Fiat Palio Sporting.
Abaixo, analisamos em detalhes a mecânica, o polêmico design, o surpreendente espaço interno, a segurança e o comportamento do Agile LTZ 2013 no mercado de seminovos.
Mecânica e Performance: O Valente Motor Econo.Flex
Sob o capô, o Agile LTZ 2013 traz o conhecido e robusto motor 1.4 Econo.Flex (Família I) de quatro cilindros e 8 válvulas. Este motor já era um velho conhecido dos brasileiros (usado no Corsa e no Prisma), mas recebeu calibrações específicas para o Agile para lidar com o maior arrasto aerodinâmico e peso do modelo.
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Potência: Entrega 102 cv com etanol e 97 cv com gasolina a 6.000 rpm.
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Torque: São 13,5 kgfm (etanol) e 13,2 kgfm (gasolina) a 3.200 rpm.
Desempenho e o Câmbio F1X
Graças ao torque máximo disponível em uma rotação relativamente baixa (3.200 rpm), o Agile é um carro muito esperto na cidade. Ele arranca com facilidade e não exige reduções constantes de marcha em subidas urbanas. A transmissão manual de 5 marchas (famosa caixa F1X da GM) possui engates curtos e precisos, embora o curso da alavanca seja um pouco mais longo do que o padrão encontrado nos carros da Volkswagen.
Na estrada, o motor 1.4 cumpre bem o seu papel, permitindo viagens de cruzeiro a 110 km/l com estabilidade, mas o giro do motor tende a ficar um pouco elevado (por volta de 3.500 rpm), o que aumenta o ruído interno na cabine.
(Nota: Em 2013, a Chevrolet também oferecia a opção do câmbio automatizado Easytronic de primeira geração para o Agile LTZ, porém, a versão manual de 5 marchas sempre foi a preferida do público e a mais recomendada pela confiabilidade mecânica.)
Design Externo: A Polêmica Identidade Visual
O design do Agile sempre foi o seu ponto de maior debate. O modelo adotou a identidade visual global da Chevrolet daquela era, caracterizada pela enorme grade frontal seccionada por uma barra horizontal que ostentava a gravata dourada.
Os faróis dianteiros eram propositalmente enormes, o que rendeu ao carro o apelido de “jipinho” ou mini-SUV devido à sua altura elevada em relação ao solo e linha de cintura alta. Na traseira, as lanternas tinham um recorte recortado e visual verticalizado. A versão LTZ trazia elementos diferenciados que ajudavam a sofisticar o visual:
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Faróis de neblina embutidos no para-choque dianteiro.
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Rodas de liga leve de 15 polegadas com desenho exclusivo.
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Faróis com máscara negra.
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Retrovisores e maçanetas totalmente pintados na cor da carroceria.
Interior, Acabamento e o “Efeito Cockpit”
Se por fora o Agile dividia opiniões, por dentro ele conquistava o consumidor pelo nível de inovação. O painel adotava o conceito de Duplo Cockpit, isolando visualmente a zona do motorista e do passageiro, inspirado no Chevrolet Corvette.
Os mostradores do painel de instrumentos misturavam elementos analógicos com digitais. O conta-giros e o velocímetro tinham ponteiros que se movimentavam em sentidos opostos, e os gráficos usavam uma iluminação em tom azul claro (Ice Blue), que dava um ar muito moderno às viagens noturnas.
O Verdadeiro Destaque: A Lista de Equipamentos
O grande argumento de vendas do Agile LTZ 2013 era o custo-benefício em equipamentos. De série, a versão topo de linha entregava itens raros em compactos daquela época:













