CHEVROLET-ONIX LS
O CHEVROLET-ONIX LS 1.0 2015 representa um marco fundamental na história recente da indústria automobilística brasileira. Lançado originalmente no final de 2012 e consolidado em 2015 como o veículo mais vendido do país, o modelo estabeleceu uma nova referência no segmento de hatches de entrada. A versão LS (Luxury Standard) atuava como a opção de acesso da linha, projetada estrategicamente para atender motoristas que buscavam robustez mecânica, economia de combustível, espaço interno acima da média e um custo de manutenção reduzido, sem abrir mão do design contemporâneo que consagrou a Chevrolet no período.
Design Exterior e Propostas Visuais
Mesmo sendo uma versão de entrada, o Onix LS 1.0 2015 apresentava um apelo visual equilibrado que não transparecia excesso de simplicidade. A dianteira mantinha a identidade global da Chevrolet da época, marcada pela grade bipartida com a gravata dourada ao centro e pelos faróis de formato angular com refletores monoparabólicos.
Diferente das versões intermediárias (LT) e de topo (LTZ), a versão LS trazia elementos funcionais simplificados:
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Maçanetas e retrovisores: Moldados em plástico preto fosco injetado, sem pintura na cor do veículo.
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Rodas e pneus: Rodas de aço de 14 polegadas com calotas integrais de design limpo, calçadas com pneus de perfil 185/70 R14.
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Para-choques: Pintados na cor da carroceria de fábrica, o que garantia maior harmonia estética e evitava o visual “pelado” comum em populares do passado.
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Linhas laterais: O vinco ascendente na linha de cintura conferia volume à carroceria e a impressão de um carro de porte maior.
Conjunto Mecânico e Desempenho
Sob o capô, o Onix LS 2015 vinha equipado com o consagrado motor SPE/4 1.0 (Smart Performance Economy 4 Cylinders), uma evolução do clássico bloco Família I da General Motors. Esse motor de quatro cilindros em linha, 8 válvulas e comando simples no cabeçote foi recalibrado para oferecer respostas mais ágeis no trânsito urbano e menor índice de atrito interno.
Ficha Técnica Mecânica
| Item | Especificação |
| Motor | 1.0 SPE/4, 4 cilindros em linha, 8V |
| Alimentação | Injeção eletrônica multiponto sequencial |
| Potência (Etanol) | 80 cv a 6.400 rpm |
| Potência (Gasolina) | 78 cv a 6.400 rpm |
| Torque (Etanol) | 9,8 kgfm a 5.200 rpm |
| Torque (Gasolina) | 9,5 kgfm a 5.200 rpm |
| Câmbio | Manual de 5 marchas (F17-5) |
| Tração | Dianteira |
| Direção | Hidráulica de série |
| Suspensão Dianteira | Independente tipo McPherson com barra estabilizadora |
| Suspensão Traseira | Eixo de torção |
Comportamento Dinâmico
A transmissão manual de 5 marchas contava com engates curtos e precisos, otimizada com relações de marcha mais curtas nas primeiras posições para favorecer as saídas de farol e aclives urbanos. O torque máximo era entregue em rotação relativamente alta (5.200 rpm), mas a calibração da injeção eletrônica garantia bom fôlego a partir de 2.500 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h girava em torno de 13,3 segundos com etanol, e a velocidade máxima atingia cerca de 162 km/h.
Consumo e Eficiência Energética
Um dos pilares do sucesso do Onix LS 1.0 2015 no mercado brasileiro sempre foi a sua eficiência de consumo. Equipado com sistema Flexpower, ele entregava números bastante competitivos para o segmento no ciclo do Inmetro.
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Consumo Urbano:
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Etanol: ~ 7,8 km/l
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Gasolina: ~ 11,5 km/l
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Consumo Rodoviário:
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Etanol: ~ 9,2 km/l
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Gasolina: ~ 16,5 km/l
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Autonomia: Graças ao tanque de combustível com capacidade para 54 litros, o Onix 2015 conseguia alcançar autonomias superiores a 700 km em viagens rodoviárias utilizando gasolina.
Habitáculo, Espaço Interno e Acabamento
A plataforma GSV (Global Small Vehicle), sobre a qual o Onix foi construído, favoreceu significativamente o aproveitamento de espaço do habitáculo. Com entre-eixos de 2,52 metros e altura de 1,48 metro, o veículo superava a maioria dos concorrentes diretos da época em espaço para ombros e cabeças.
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Painel de Instrumentos: Um dos destaques de design do modelo, o painel trazia conceito inspirado em cockpits de motocicletas, misturando um contagiros analógico circular com um display digital de luz azul para o velocímetro, marcador de combustível e odômetros.
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Acabamento: O painel utilizava plásticos duros com textura agradável e montagem firme, evitando ruídos excessivos. Os estofados dos bancos em tecido tinham padronagem resistente e boa retenção do corpo.
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Porta-malas: Com capacidade volumétrica de 280 litros, o compartimento de bagagens atendia com folga as necessidades diárias e pequenas viagens familiares.
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Ergonomia: Posição de dirigir levemente elevada, proporcionando boa visibilidade periférica ao motorista.













