CHEVROLET-TRACKER LTZ
O CHEVROLET-TRACKER LTZ 1.8 16V Flex 2014 marca o retorno triunfal da Chevrolet ao disputado segmento de SUVs compactos no Brasil, após o encerramento da icônica primeira geração (que era baseada no Suzuki Vitara). Importado do México (fábrica de San Luis Potosí), este modelo compartilha a sólida plataforma Gamma II com o sedã Cruze e os compactos Sonic e Cobalt.
Em 2014, a Tracker LTZ chegou com uma proposta clara: oferecer um acabamento construtivo refinado de padrão internacional, visual imponente com forte apelo norte-americano e uma lista recheada de equipamentos para enfrentar rivais consolidados como Ford EcoSport e Renault Duster. No mercado de seminovos, destaca-se pelo excelente custo-benefício, entregando porte e sofisticação por um preço competitivo.
Abaixo, detalhamos tudo o que você precisa saber sobre este SUV, abordando mecânica, comportamento, vida a bordo, consumo e pontos cruciais de atenção para quem está avaliando a compra.
1. Design Externo: Robustez Visual e Porte Imponente
O design da Tracker 2014 é um de seus maiores pontos fortes. Ao contrário das linhas mais arredondadas da geração atual, o modelo 2014 aposta em linhas musculosas e traços angulares. A dianteira exibe a tradicional grade bipartida da Chevrolet da época, com a gravata dourada ao centro, ladeada por faróis de dupla parábola grandes e imponentes.
Na versão topo de linha LTZ, o visual ganha destaque extra com:
-
Rodas de liga leve aro 18, calçadas com pneus de perfil 215/55 R18, que preenchem muito bem as caixas de roda alargadas.
-
Detalhes cromados nas maçanetas das portas, contorno dos faróis de neblina e réguas decorativas.
-
Linha de cintura alta com para-lamas saltados, transmitindo robustez e uma sensação visual de que o veículo é maior do que realmente é.
2. Conjunto Mecânico: Motor Ecotec e Câmbio de 6 Marchas
Sob o capô, a Tracker LTZ 2014 traz o valente motor 1.8 16V Ecotec Flex (da mesma família utilizada no Cruze daquela época). Trata-se de um motor moderno para a sua proposta, contando com bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio e duplo comando de válvulas variável (Dual CVVT), acionado por correia dentada.
Números de Desempenho:
-
Potência máxima: 144 cv com etanol e 140 cv com gasolina, a 6.300 rpm.
-
Torque máximo: 18,9 kgfm com etanol e 17,8 kgfm com gasolina, a 3.800 rpm.
O motor trabalha em conjunto com a transmissão automática de 6 marchas (GF6 de segunda geração). Esse câmbio oferece trocas suaves e um escalonamento que prioriza o conforto e o silêncio a bordo na estrada. No entanto, o modo sequencial é operado por um pequeno botão do tipo “gangorra” localizado na lateral da própria alavanca de câmbio — uma solução ergonômica que divide opiniões, já que não é tão intuitiva quanto as borboletas no volante ou os movimentos na própria alavanca.
3. Comportamento Dinâmico e o Fator Consumo
Na prática, o motor 1.8 dá conta do recado e entrega acelerações honestas e retomadas seguras. O carro pesa cerca de 1.355 kg, o que faz com que as respostas em baixas rotações (abaixo de 2.500 rpm) sejam um pouco progressivas, mas o torque aparece com vigor nas faixas médias de rotação.
A estabilidade impressiona para um SUV. A calibração da suspensão (McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira) tende a ser ligeiramente mais firme, segurando bem a carroceria em curvas acentuadas e evitando aquele efeito “barco” comum em utilitários esportivos mais altos. A direção tem assistência hidráulica tradicional, garantindo bom peso em velocidades elevadas, embora exija um pouco mais de esforço em manobras de estacionamento quando comparada aos sistemas elétricos modernos.
Consumo de Combustível (O Calcanhar de Aquiles)
Por ser um carro robusto, pesado e dotado de motor aspirado de alta cilindrada associado a rodas grandes aro 18, o consumo exige atenção:
-
Cidade: Médias entre 6,0 km/l e 6,5 km/l com etanol / 8,0 km/l a 8,5 km/l com gasolina.
-
Estrada: Médias entre 8,0 km/l e 8,8 km/l com etanol / 11,0 km/l a 11,5 km/l com gasolina. (Nota: O estilo de condução do motorista influencia diretamente esses números; acelerações bruscas cobram um preço alto no tanque).















