CHEVROLET-TRACKER PREMIER
O CHEVROLET-TRACKER PREMIER 1.4 Turbo Flex (modelo 2019) representa o auge da segunda geração do SUV compacto da General Motors no mercado brasileiro, antes da mudança radical de plataforma e proposta que ocorreu em 2020.
Para quem atua no setor automotivo, analisa revenda ou deseja um SUV compacto com foco em alto desempenho, este modelo é uma das opções mais instigantes do mercado de usados. Enquanto a geração posterior migrou para motores de 3 cilindros (1.0 e 1.2 turbo), a linha 2019 entrega o refinamento e a força do aclamado motor de 4 cilindros herdado do Cruze.
Abaixo, detalhamos todos os aspectos técnicos, comerciais, comportamentais e mercadológicos deste veículo.
1. O Coração Ecotec: Desempenho Superior
O grande trunfo do Tracker Premier 2019 está sob o capô: o motor 1.4 Ecotec Turbo Flex (4 cilindros) com injeção direta de combustível. Ele entrega números que o colocam em patamar de destaque até hoje no segmento de SUVs compactos:
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Potência máxima: 153 cv com etanol e 150 cv com gasolina, a 5.200 rpm.
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Torque máximo: 24,5 kgfm com etanol e 24,0 kgfm com gasolina, atingidos a apenas 2.000 rpm.
Casado com a transmissão automática GF6 de 6 marchas (com possibilidade de trocas manuais sequenciais por um botão na alavanca), esse conjunto confere ao utilitário esportivo uma aceleração de 0 a 100 km/h em respeitáveis 9,4 segundos.
A dirigibilidade é ágil. Diferente de SUVs lentos nas saídas, o torque pleno entregue logo cedo faz com que o Tracker 2019 tenha comportamento esperto no trânsito urbano e garanta ultrapassagens extremamente seguras em rodovias. A força é distribuída de forma linear, e o funcionamento por ser um bloco de quatro cilindros é muito suave, livre das vibrações características dos motores de três cilindros mais recentes.
2. Consumo de Combustível e Autonomia
Equipado com o sistema Start-Stop (que desliga o motor em paradas temporárias de trânsito para economizar combustível), o Tracker Premier apresenta números de consumo oficiais bastante equilibrados para a sua entrega de potência:
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Consumo Urbano: 10,6 km/l com gasolina e 7,3 km/l com etanol.
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Consumo Rodoviário: 11,7 km/l com gasolina e 8,2 km/l com etanol.
Com um tanque de combustível de 53 litros, o motorista consegue obter uma autonomia rodoviária estimada de até 620 km quando abastecido com gasolina pura, tornando-o um bom parceiro de viagens.
3. Design e Identidade Visual da Versão Premier
Visualmente, a linha 2019 ostenta o visual reestilizado daquela geração, trazendo uma identidade muito mais agressiva do que os primeiros modelos importados em 2014.
A versão topo de linha Premier se diferencia por detalhes sofisticados:
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Faróis com projetores e assinatura marcante em guias de LED diurno (DRL).
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Lanternas traseiras também com tecnologia em LED.
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Rodas de liga leve aro 18 polegadas com acabamento diamantado exclusivo, calçadas com pneus de perfil 215/55 R18.
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Apliques cromados maçanetas e contornos de janelas que elevam o status visual do veículo.
4. Vida a Bordo, Tecnologia e o Calcanhar de Aquiles
O interior do Tracker Premier agrada pelo nível de acabamento, mesclando plástico rígido bem montado com porções generosas de couro com costuras pespontadas no painel e nas portas. O motorista conta com uma posição de guiar elevada, direção com assistência elétrica calibrada de forma leve para manobras e firme em velocidades altas, além de ajuste de altura e profundidade na coluna de direção.
O infotenimento fica a cargo da consagrada central MyLink de 7 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto via cabo, além de trazer o consagrado sistema de concierge e segurança veicular OnStar integrado.
O Espaço Interno e o Porta-Malas
Se o motor é o ponto mais forte, o espaço interno exige atenção. Feito sobre a plataforma Gamma II, o entre-eixos de 2.555 mm garante bom conforto na dianteira, mas passageiros adultos muito altos na traseira podem sofrer com o espaço para os joelhos.
O grande ponto crítico apontado pelos proprietários é o porta-malas de apenas 306 litros. É um volume equivalente ao de um hatch compacto (como o Onix), o que pode exigir o uso de um bagageiro de teto caso uma família decida fazer uma viagem mais longa.















