HYUNDAI-I30 HATCH
O HYUNDAI-I30 HATCH 2.0 2011 é, sem dúvida, um dos maiores fenômenos da história recente do mercado automotivo brasileiro. Lançado em um período onde os hatches médios eram o sonho de consumo de grande parte dos motoristas, o modelo sul-coreano chegou com uma estratégia agressiva que mudou a percepção da marca no Brasil, oferecendo um nível de equipamentos e um design que faziam seus concorrentes diretos parecerem datados.
O Contexto da “Febre” i30
Em 2011, o i30 vivia o seu auge. Ele não era apenas um carro; era um símbolo de status acessível. Enquanto rivais como o VW Golf e o Ford Focus ainda ofereciam versões de entrada mais simplórias, a Hyundai (via Grupo CAOA) inundou o mercado com uma versão quase completa, muitas vezes referida como a “completaça”. Esse movimento forçou uma evolução em todo o segmento de hatches médios no país.
Design: A Atemporalidade das Linhas
O visual do i30 2011 é assinado pelo centro de design da Hyundai na Alemanha, o que explica sua estética muito europeia. A dianteira é marcada por faróis alongados que invadem os para-lamas e uma grade discreta. A lateral apresenta um vinco ascendente que confere dinamismo, mas é na traseira que o carro se destaca, com lanternas verticais que sobem pelas colunas e um para-choque robusto. Mesmo após mais de uma década, o i30 ainda mantém um desenho harmonioso que não aparenta a idade que tem.
Performance e Conjunto Mecânico
O coração do i30 2011 é o motor 2.0 16V DOHC a gasolina (nesta época ainda não era flex). Este bloco entrega 145 cv de potência e um torque de 19 kgfm. Para um hatch de seu porte, esses números garantem uma agilidade notável.
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Transmissão: O modelo podia vir com câmbio manual de 5 marchas ou o popular automático de 4 marchas. Embora o câmbio automático de 4 velocidades receba críticas hoje em dia pela falta de marchas, na época ele era elogiado pela suavidade e pela robustez.
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Suspensão: Um dos grandes trunfos do i30 é o sistema de suspensão traseira Multi-link. Diferente de muitos carros que usam o eixo de torção, o i30 oferece uma estabilidade superior em curvas e um conforto de rodagem que o aproxima de veículos de categorias superiores.
Interior e Vida a Bordo
Ao entrar em um i30 2011, percebe-se o salto de qualidade que a Hyundai buscou. O painel utiliza materiais emborrachados (soft touch) na parte superior, algo que muitos carros modernos perderam em prol do plástico rígido. A iluminação dos instrumentos em azul (o famoso “Blue View”) tornou-se uma assinatura da marca. Os bancos oferecem excelente apoio lateral, e o espaço interno é muito bom para quatro adultos, graças ao entre-eixos de 2.650 mm. O porta-malas de 340 litros está na média da categoria, sendo suficiente para o uso urbano e viagens curtas.
Itens de Série: O Grande Diferencial
O que realmente vendia o i30 era a sua lista de equipamentos. Mesmo nas versões mais comuns, era fácil encontrar:
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Segurança: 10 airbags (nas versões de topo), freios ABS com EBD e disco nas quatro rodas.
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Conforto: Ar-condicionado digital, teto solar elétrico (item muito desejado), sensor de chuva, acendimento automático dos faróis e retrovisores com rebatimento elétrico.
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Tecnologia: Volante multifuncional com comandos de som e piloto automático, além de sistema de som com entrada USB e iPod (uma modernidade para a época).
Experiência de Condução
Dirigir um i30 2011 é uma experiência prazerosa. A direção tem assistência elétrica, sendo extremamente leve para estacionar e precisa na estrada. O motor 2.0 responde rápido, e o carro passa uma sensação de “estar na mão”. O consumo de combustível, no entanto, é o ponto onde ele cobra o preço da performance: as médias urbanas ficam na casa dos 7,5 a 8,5 km/l, enquanto na estrada pode chegar aos 11 ou 12 km/l, sempre na gasolina.













