FIAT-PALIO WEEKEND TREKKING
O FIAT-PALIO WEEKEND TREKKING 1.4 Fire 2011 é um daqueles veículos que contam a história da transição do mercado automotivo brasileiro. Antes da febre absoluta dos SUVs, as peruas (station wagons) dominavam o cenário de quem precisava de espaço, e a linha Weekend era a rainha absoluta desse segmento. A versão Trekking, especificamente, foi uma sacada inteligente da Fiat para oferecer o visual robusto da famosa “Adventure”, mas com um conjunto mecânico mais racional, econômico e acessível.
Abaixo, exploramos em detalhes tudo o que faz desse modelo uma opção relevante até os dias de hoje no mercado de usados.
1. O Conceito Trekking: Robustez sem Excessos
A versão Trekking surgiu como o degrau intermediário na família Weekend. Enquanto a versão Attractive era a de entrada e a Adventure era a topo de linha (com motor 1.8 e sistema Locker), a Trekking 1.4 oferecia o melhor dos dois mundos.
Visualmente, ela trazia a suspensão elevada — um dos grandes trunfos da Fiat para as estradas brasileiras — e molduras nas caixas de roda, mas sem o estepe pendurado na tampa traseira ou o visual excessivamente carregado da Adventure. O resultado é um carro com visual aventureiro “limpo”, excelente altura em relação ao solo e ângulos de entrada e saída que permitem encarar estradas de terra batida ou valetas urbanas sem medo de raspar o para-choque.
2. O Motor 1.4 Fire: Confiabilidade e Manutenção
O coração desta Weekend é o veterano motor 1.4 Fire 8V Flex. Para o modelo 2011, este motor entregava:
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Potência: 86 cv (etanol) / 85 cv (gasolina) a 5.750 rpm.
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Torque: 12,5 kgfm (etanol) / 12,4 kgfm (gasolina) a 3.500 rpm.
Embora não seja um motor focado em performance (o carro vazio pesa cerca de 1.134 kg), a entrega de torque acontece em rotações baixas, o que garante uma condução agradável na cidade. O grande diferencial aqui é a manutenção. O motor Fire é conhecido por qualquer mecânico do Brasil, tem peças baratas e abundantes em qualquer autopeça, e não apresenta problemas crônicos complexos. Para quem trabalha com revenda ou manutenção, é o tipo de motor que “não dá dor de cabeça”.
3. Espaço Interno e Versatilidade
O maior argumento de venda da Palio Weekend sempre foi, e continua sendo, o seu porta-malas. Com 460 litros de capacidade, ele supera muitos SUVs compactos modernos. Além disso, a base de carga é baixa, o que facilita muito o carregamento de objetos pesados ou volumosos.
No interior, o modelo 2011 já trazia o painel atualizado da quarta reestilização da família Palio, com instrumentos de leitura clara e acabamento honesto. O espaço para os passageiros traseiros é adequado para uma família de quatro pessoas, embora o entre-eixos de 2.437 mm mostre que, no fundo, ela ainda compartilha a plataforma do Palio compacto.
4. Itens de Série e Conforto
A versão Trekking 2011 costumava sair de fábrica com um pacote interessante para a época. É comum encontrar unidades equipadas com:
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Direção hidráulica;
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Ar-condicionado;
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Vidros e travas elétricas;
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Computador de bordo (My Car Fiat);
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Volante com ajuste de altura;
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Faróis de neblina.
Como opcionais, muitas unidades vinham com o “HSD” (High Safety Drive), que incluía o par de airbags frontais e freios ABS, itens que ainda não eram obrigatórios em 2011, mas que valorizam muito o carro no mercado de usados hoje.
5. Comportamento Dinâmico e Consumo
Dirigir uma Weekend Trekking é sentir a maciez típica da suspensão Fiat. Ela é calibrada para o conforto. O curso de suspensão mais longo filtra muito bem as irregularidades do asfalto, transmitindo pouca vibração para a cabine.
Em termos de consumo, o motor 1.4 é equilibrado:
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Cidade: Médias de 8,2 km/l (etanol) / 11,5 km/l (gasolina).
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Estrada: Médias de 11,8 km/l (etanol) / 16,0 km/l (gasolina).
Nota: Esses valores podem variar dependendo da carga e do estado de conservação do sistema de injeção e velas.













