HYUNDAI-TUCSON GLS
O HYUNDAI-TUCSON GLS 2.0 2012 é um fenômeno de longevidade e aceitação no mercado automobilístico brasileiro. Enquanto a versão mais moderna (ix35) já rodava nas ruas, o Tucson “clássico” continuou sendo produzido em Anápolis (GO) pela CAOA devido à sua altíssima demanda. Ele se tornou o SUV de escolha para quem buscava robustez, espaço interno generoso e uma mecânica de manutenção previsível, sem precisar desembolsar o valor de um veículo de luxo.
Neste modelo 2012, encontramos a maturidade de um projeto que privilegiou a funcionalidade sobre o design futurista, entregando um dos melhores custos-benefícios da categoria de SUVs usados até hoje.
1. O Design “Raiz” e a Construção
O Tucson 2012 carrega um visual que hoje chamamos de “SUV raiz”. Com linhas arredondadas, mas musculosas, ele transmite uma sensação de resistência que os SUVs modernos, mais baixos e aerodinâmicos, muitas vezes perdem.
As molduras plásticas nas caixas de roda e nas laterais da versão GLS não são apenas estéticas; elas protegem a lataria de pequenos detritos em estradas de terra ou de batidas de portas em estacionamentos apertados. Um detalhe icônico e extremamente prático deste modelo é o vidro traseiro com abertura independente. Você pode acessar o porta-malas apenas levantando o vidro, sem precisar abrir a tampa inteira, o que é ideal em garagens com teto baixo ou quando se quer apenas jogar uma sacola rápida no carro.
2. Conjunto Mecânico: O Motor Beta II
O coração do Tucson GLS 2012 é o motor 2.0 16V DOHC da família Beta II.
-
Potência: Entrega $142 cv$ com gasolina e $146 cv$ com etanol a $6.000 rpm$.
-
Torque: O torque máximo é de $19,1 kgfm$ (gasolina) e $19,7 kgfm$ (etanol) a $4.500 rpm$.
-
Transmissão: A versão GLS 2012 é equipada com uma transmissão automática de 4 velocidades. Embora pareça pouco para os padrões atuais, é um câmbio extremamente robusto e de funcionamento suave para a proposta do carro.
Este motor é conhecido pela sua “fome” de quilometragem. Não é raro encontrar unidades com mais de $200.000 km$ rodando perfeitamente, desde que as trocas de óleo e da correia dentada tenham sido feitas rigorosamente nos prazos. É uma mecânica “old school”: simples, resistente e que não exige ferramentas exóticas para reparos.
3. Vida a Bordo e Ergonomia
Se existe um ponto onde o Tucson brilha intensamente, é no aproveitamento de espaço. O assoalho traseiro é totalmente plano, o que permite que três adultos viajem no banco de trás com um conforto que muitos SUVs médios atuais não conseguem replicar.
Versatilidade de Carga
O porta-malas nominal é de 327 litros até a altura das janelas, mas essa medida é enganosa. Como o carro é largo e alto, a capacidade real de empilhamento é excelente. Além disso, o banco do passageiro dianteiro pode ser totalmente rebatido para frente, virando uma mesa ou permitindo o transporte de objetos longos (como uma prancha de surf ou uma escada) totalmente dentro do veículo.
Equipamentos da Versão GLS
A versão GLS era a topo de linha e trazia itens que garantiam o conforto:
-
Ar-condicionado digital: Com funcionamento eficiente para o volume da cabine.
-
Bancos em couro: Geralmente em tons cinzas, fáceis de limpar.
-
Direção Hidráulica: Bem assistida, facilitando as manobras com esse SUV de porte imponente.
-
Segurança: Airbags frontais e freios ABS com EBD de série.
4. Comportamento Dinâmico e Consumo
O Tucson 2012 possui uma suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira e traseira). Isso resulta em um rodar muito macio, filtrando quase todas as irregularidades do solo. É um carro focado no conforto; ele “flutua” sobre o asfalto ruim das cidades brasileiras.
Por outro lado, devido ao seu peso (cerca de $1.550 kg$) e ao câmbio de 4 marchas, o consumo é um ponto a ser considerado:
-
Urbano: $5,2 km/l$ (etanol) / $9,5 km/l$ (gasolina).
-
Rodoviário: $6,6 km/l$ (etanol) / $15,5 km/l$ (gasolina).














